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Francisco do Rosário Candeias tem 53 anos e é natural de Moncarapacho. Concluiu a antiga 4ª classe em adulto. Começou aos seis anos atrabalhar na agricultura e, ainda em menino, foi criado de servir em vários sitios.

Anos mais tarde, trabalhou alcatroando estradas, na construção dos esgotos da Fuzeta, e ainda nas salinas. Andou também na pesca do bacalhau.. Diz que salvou o navio varias vezes e que houve uma vez em que salvou um dos elementos da tripulação de ser afogado.

Conseguia o melhor óleo de fígado de bacalhau e era tido pelo capitão como "o mais trabalhador". Mas, segundo conta, o almirante Tenreiro não gostava dele. Aos 18 anos, deixou a pesca do bacalhau.

Começou a tocar arcodeão nas festas, pela serra fora.Mas não ficou por aí. Tornou-se emigrante.
Aos 22 anos, foi para a Holanda, onde não encontrou trabalho e teve que voltar.

Mas não desistiu da aventura. Pouco tempo depois, começou a trabalhar na refinaria de petróleo em Roterdão. Desempenhava as suas funções com mais de 70 espécies de máquinas.

Logo veio o tempo em que todos os homens de mar ilegais tiveram de regressar. Mas como conseguiu arranjar um contrato de trabalho, deram-lhe um passaporte de emigrante.

Em 1970 trabalhava numa fábrica do irmão do dono da Shell. A única dificuldade era adaptar-se à língua.

Utilizava máquinas de polir tubos. Ajudou a construir uma canalização que existe no Médio Oriente. A certa altura, a fábrica entrou numa situação económica dificíl.

Francisco Candeias tomou nessa altura a direcção e afirma que conseguiu equilibrar a situação.

Mais Tarde, entrou para a Assembleia Nacional, depois de ter concorrido pela freguesia de Moncarapacho. Um cartão de Marcelo Caetano salvou-o, certa vez em Paris, de um ataque de uns árabes armados.

Lembra que foi investigado pela PIDE, por coisas que fazia em prol dos pobres. Diz que pôs em marcha o PSD na Fuzeta, mas afirma que não pertence ao PSD. "Não tenho partido, nem relegião - afirma - porque para uma pessoa se filiar em alguma coisa tem que obedecer a regras e eu regulo-me pela justiça".

 
Fundou em Roterdão a Igraja Evangélica em Português "para ajudar os necessitados".

Hoje dedica-se à agricultura, à pecuària e tem cinco viveiros de ameijoas em Cacela e na Fuzeta.

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